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Gavião é amigo

20150114 Gaviao e amigo 001

 

Era uma vez um gavião que tinha longas penas castanhas e uns olhos do tamanho do Alto Alentejo, a sua íris era da cor do rio Tejo. Vivia só, no tronco mais alto dum sobreiro.
Certo dia, recebeu uma carta do seu amigo pombo, que vivia numa terra chamada Atalaia. Essa notícia trazia-lhe sem ele saber muita alegria, pois o seu amigo ia casar.
O casamento iria realizar-se num Monumento Nacional, no Castelo de Belver, mais precisamente na Capela de São Brás, no terceiro domingo de agosto, a seguir à procissão das Santas Relíquias.
Haveria música do grupo de Guidintesta de Belver, o Orfeão da Comenda e como não poderia faltar, a Banda de Gavião para animar todos os convidados.
O gavião disse então:
- Bem, com tanta música jamais estarei só, e ainda por cima vou ser o padrinho!
Então, respondeu afirmativamente ao convite, salientando a esperteza do pombo ao dizer-lhe que este tinha escolhido bem o sítio para casar, pois caso contrário acabaria por ser canja de pombo dos arraianos.
O pombo cinzento e azul continuou com a sua lista de convidados, na qual inseriu todos os coelhos, lebres, raposas, cegonhas, garças e até as lampreias foram convidadas, enfim todos iam à boda. As garças como não podia deixar de ser, fizeram a seguinte pergunta ao noivo:
- Olha lá, depois podemos dar uma volta no rio Tejo? Naquele barco que existe por lá?
O Pombo respondeu:
- Isso não! O passeio de barco será para os noivos, tipo George Clooney!!! Estão a ver? Não é preciso ir a Veneza, o Alamal é a Veneza do nosso concelho!
As garças ficaram amuadas. No entanto... mal sabiam elas que iam ter uma bela surpresa... Segredaram umas com as outras dizendo:
- Bem... a lua-de-mel deve ser no Inatel... Entretanto... o javali estava muito intrigado, pois ainda não tinha recebido convite do seu amigo pombo. Ao abrir a carta, ficou mais aliviado pois percebeu que também tinha sido convidado. Tinha andado numa azáfama tal de corridas para fugir às montarias na Atalaia, que nem tinha tido tempo para mais nada.
Mas... o convite tinha algo estranho, era pedido que o javali passasse pelo Museu do Sabão e que tomasse uma boa banhoca para evitar a sua ida à Piscina Municipal de Gavião. Todavia, o interesse do javali era só um:
- Mum, o que será a comida? Espero que não seja lampreia ou migas de couve com feijão, sopa seca, sopa de sarapatel ou algum peixe do rio. Bem, vamos ver! Ah, já sei o que dar de prenda aos noivos. Vai ser uma Porcelana pintada com a Capela da Nossa Senhora do Pilar, pois a noiva é saboeira.
O javali continuava muito pensativo...
- Será que o tronco do gavião ainda fica no freixinho?
Entretanto, o dia do casamento estava a aproximar-se e a bela pomba, que era filha de um mouro já muito velho, começava a preparar as suas penas brancas cor da neve, o seu bico e as suas unhas. A sua beleza e qualidades de donzela eram evidentes.
Os noivos conheceram-se numa bela árvore no parque de merendas da Ribeira da Venda na Comenda. Nesta terra realiza-se a procissão da Nossa Senhora das Necessidades. Antigamente, tirava-se muita cortiça, inclusive até havia por lá alguém que depois fazia carvão.

20150114 Gaviao e amigo 004

A bela pomba vivia rodeada de perigos e o seu noivo já temia pela sua segurança. No entanto, havia algo mais que o preocupava:
- Bem, eu sei que a minha noiva tem medo de viver num sítio chamado “Vale da Carreira” e que prefere um palácio pombal no “Monte do Gavião”. E que bem que ela canta aquela música ”Ó Gavião, Gavião, terra do Alto Alentejo"... e, além disso, ela também é muito religiosa e assim pode assistir à Via Sacra, à Procissão do Senhor dos Paços, do Enterro do Senhor, do Corpo de Deus, dos Santos Populares no Cadafaz e do Rosário, da Nossa Senhora da Assunção, da Nossa Senhora dos Remédios e até podemos fazer um voo até à Procissão das Velas e da Nossa Senhora da Graça em Vale de Gaviões.
E aquele milho, arroz e o feijão-frade que tanto se semeia por lá? E no Gavião aqueles lagares de azeite? E o vinho, das vinhas abertas ao pé do Alamal? E também não me posso esquecer dum sítio para a minha pombinha lavar a roupa, na fonte da Levada ou na fonte da Bica, mas não na fonte da Mina.
E continuou:
- Vou convidar a minha pombinha para um passeio romântico, até ao Miradouro do Outeirinho, passando pela Ponte sobre o Rio Tejo e depois vamos visitar a Anta do Penedo Gordo, na Torre Fundeira.
E assim fizeram. Os noivos estavam tão apaixonados! Que ainda voaram até à Igreja de Castelo Cernado. Passaram também por Margem, onde visitaram a Igreja Matriz de Vale de Gaviões e ficaram encantados com o Busto de Mouzinho da Silveira.
Finalmente, o grande dia chegou! A manhã estava linda, não havia nuvens no céu, os pássaros cantavam uma linda melodia.
O Pombo arraiano estava nervoso, não conseguia abotoar o seu fraque cinzento.
Foi até ao moinho, só sonhava com a sua pomba vestida de branco!
O javali vinha, em pânico, ao contrário dos outros convidados. Pois estes contemplavam e aproveitavam o percurso pedestre nas Arribas do Tejo, já o javali estava com um medo de cair à água que só dizia:
- Por aqui nunca mais venho, prefiro não comer nada! O pombo apressou-se e foi para o Castelo.
Depois de algum tempo, a pomba branca, finalmente chegou. Ainda bem... senão o pombo teria tido um ataque de coração. O pombo referiu:
- Que Belo-Ver minha pomba, e ainda por cima chegas num magnífico Coche do Museu da Margalha! E com uns lindos sapatos da fábrica das alpargatas e esse véu magnifico da fábrica das colchas!
Deu-se inicio à cerimónia... realmente era digno de se ver e de se contar, os convidados estavam encantados com tudo aquilo que já tinham visto por aquelas paragens. O casamento correu muito bem, no entanto, os convidados lá no alto só olhavam para o rio Tejo. Na praia fluvial do Alamal os preparativos já tinham começado. Quando os convidados saíram do comboio da estação do Belver, lá estava o famoso barco à espera de os transportar para a outra margem.
Vários foram os presentes oferecidos, desde mel, cortiça, cereais, pinturas de porcelana, sapatos, colchas, azeitona, vinho e até bonecas de pano. Depois de todos terem comido os pratos típicos, a pomba disse:
- Agora também temos uma surpresa para vós!
Ficaram todos muito espantados e em coro perguntaram:
- O que é?
O casal de pombos pediu para que todos fossem para dentro do barco e pudessem apreciar o que de bom existia no concelho.

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Passaram pelo corredor Ecológico das Ribeiras de Alferreireira e Barrocas e descansaram no Gavião.
Ali puderam contemplar a Casa da Torre, o Coreto, o Pelourinho, a Capela do Calvário, a Capela da Nossa Senhora dos Remédios, a Capela do Espirito Santo, a Igreja Matriz de Gavião, o Cruzeiro, a Capela da Misericórdia e até a Biblioteca.
No final desde enorme passeio todos comentavam uns com os outros:
- Mas que belo Roteiro Turístico!
Quando regressaram já era tarde e os noivos tinham ainda outra novidade para os convidados. O que seria? Todos os animais estavam de rastos, inclusive os noivos.
Perante este panorama, os pombos anunciaram que tinham reservado a noite para que todos pudessem descansar. Os coelhos e as lebres ficaram a dormir na Quinta do Carvalhal, as garças e as cegonhas no Centro Integrado de Lazer do Alamal, o javali e as raposas na Residencial S. João, o gavião na Quinta do Ribeirinho, a lampreia na casa Covão da Abitureira e os noivos na Quinta do Belo-Ver. Naquela noite de luar todos descansaram muito bem. Ao amanhecer, os animais foram à praia fluvial e muitos até fizeram campismo. De repente, o pombo lembrou-se:
- Ai que cabeça a minha! Esqueci-me de ir até á Divisão de Obras e Serviços Urbanos, e já agora tenho de passar pelo Gabinete Técnico Florestal. Pois o nosso palácio pombal no Gavião tem que estar perfeito.
Se bem o pensou, melhor o fez. Depois de ter tratado destes assuntos tão importantes, os pombos aproveitaram e despediram-se dos seus amigos. A pomba “Belo-Ver”, como o seu noivo lhe tinha chamado, estava tão feliz que ainda hoje numas pedras do Alamal existe um buraquinho por onde sai água. Contam alguns... que em tempos... uma história de amor tão bela como esta... se passou entre lagartos e que ainda que hoje essa fonte deita água.
Para sermos felizes todos precisamos uns dos outros, por isso, Gavião é amigo.

Texto: Guilherme Estevinha (9 anos)
Fonte: www.jornalaltoalentejo.com

 

 

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